À imagem do que já tinha acontecido no ano passado, o Fernando Andrade repetiu o convite e eu não consegui dizer que não.
Estou a 2 semanas da Maratona e um treino a uma sexta de 21K altera um pouco a preparação planeada, mas a ida a São João das Lampas ficou definida assim que o convite foi lançado.
A corrida é por essência um desporto individual, mas pessoas como o Fernando Andrade contrariam um pouco esta ideia, afirmando que na corrida também pode e deve haver o espírito de equipa.
Não tanto na parte do treino, que o é apenas para alguns, uma vez que a maioria dos que ali vão, encaram aquilo como a reedição da Meia Maratona, que acontece anualmente em Setembro, mas mais na parte do repasto e muito por responsabilidade do nosso anfitrião e da 'sua' equipa, convive-se por alguns momentos como se de uma normal reunião de equipa se tratasse.
Na passada sexta-feira foi complicado chegar ao ponto de encontro. Uma chuvada algumas horas antes dificultou e de que maneira o trânsito.
O treino começou por voltas das 21:30 e logo a minha principal preocupação foi colar-me ao fim do pelotão, quase de imediato transformado numa série de pequenos pelotões.
Tive a sorte de 'apanhar' o Joaquim Adelino e o passo dele serviu-me às mil maravilhas. Conhecedor do trajecto e com um passo a rondar os 6'/Km, o Joaquim foi a compª ideal, num treino que se revelou um agradável passeio pela zona de Sintra.
Cerca de metade do percurso foi feito à chuva, que por vezes caiu forte tal como acontecera em 2010, mas nada disso retirou o imenso prazer de correr ali durante 02:08hrs. Terminámos em últimos.
Lá à frente a preocupação foi "rasgar o pelotão", ou "partir aquilo tudo". Aqui fica talvez a principal observação menos positiva para este evento. Há malta que seja onde for e em que circunstâncias for, não consegue encarar este evento, como o seu organizador sublinhou por diversas vezes, como um convívio.
Depois veio o jantar 'convívio'. Calhou-me novamente a sorte de poder partilhar a mesa com o Joaquim Adelino, o Orlando Duarte, o casal Dora e Paulo Pires e o Fernando Andrade.
Os voluntários foram inexcedíveis nos cuidados dispensados a todos nós. O termo 'nós' não será aqui tão adequado, uma vez que 'nós' se deve referir a TODOS os que ali estavam, independentemente se tenham ido correr, acompanhar, treinar, conviver ou ajudar à festa. Alguns dos participantes não parecem ter entendido assim e vi alguns que mais parecia estarem num restaurante, sentados calmamente a fazer diversos pedidos fosse de pão, de bebida ou até de febras...
Parece que o espírito não era bem esse!!
Àparte estes pormenores, gostei muito de passar aquela noite de temporal em São João das Lampas.
Fiz um óptimo treino, na boa companhia do Joaquim Adelino, comi (e repeti) uma excelente sopa, experimentei pela 1ª vez castanhas fritas e contribuí para mais um treino que tudo somado, tem que ser considerado uma excelente jornada de corrida.
Obrigado Fernando Andrade.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Parabéns
Parabéns!
É o teu aniversário!!
Como noutros, apenas quererias estar um bocadinho connosco, por pequeno que fosse, aquele bocadinho seria mais importante do que qualquer prenda que pudéssemos arranjar-te, a acrescentar às outras, de anos anteriores, que invariavelmente mas discretamente colocarias de lado.
Vivias exclusivamente por nós e para nós.
Todo o teu mundo girava em função das nossas necessidades.
Em ocasiões festivas, ou sem sê-lo, tinhas sempre uma necessidade muito básica, que era aproveitares todo o tempo possível para apenas estares connosco.
Claro que, como é hábito nestas coisas, raramente nos damos conta disso em tempo útil e normalmente apenas à posteriori quereríamos alterar essa inevitabilidade e dispormo-nos àquilo que nos pedias: apenas e só um bocadinho de tempo.
Querias apenas tempo!!
E eu tinha sempre pouco tempo para te dar!!
Assim estou eu agora, a querer tempo contigo sem poder tê-lo.
Ontem, depois de mais uma Meia Maratona da Nazaré, com a qual sempre disputaste os teus aniversários, dediquei-me apenas e só a dar-te tempo.
Foi sem dúvida a melhor parte dum belo dia em que consegui fazer 2 coisas que me dão muito gozo fazer: visitar-te e correr!
Falámos, chorámos e até ouvimos música, a 'nossa' música. Foi um bocadinho bem importante e que me soube muito bem ter contigo.
Hoje não te tiro da cabeça! Aliás, não me lembro doutro aniversário em que tal me tenha acontecido. Consegues perceber porquê?
É o teu aniversário!!
Parabéns!
É o teu aniversário!!
Como noutros, apenas quererias estar um bocadinho connosco, por pequeno que fosse, aquele bocadinho seria mais importante do que qualquer prenda que pudéssemos arranjar-te, a acrescentar às outras, de anos anteriores, que invariavelmente mas discretamente colocarias de lado.
Vivias exclusivamente por nós e para nós.
Todo o teu mundo girava em função das nossas necessidades.
Em ocasiões festivas, ou sem sê-lo, tinhas sempre uma necessidade muito básica, que era aproveitares todo o tempo possível para apenas estares connosco.
Claro que, como é hábito nestas coisas, raramente nos damos conta disso em tempo útil e normalmente apenas à posteriori quereríamos alterar essa inevitabilidade e dispormo-nos àquilo que nos pedias: apenas e só um bocadinho de tempo.
Querias apenas tempo!!
E eu tinha sempre pouco tempo para te dar!!
Assim estou eu agora, a querer tempo contigo sem poder tê-lo.
Ontem, depois de mais uma Meia Maratona da Nazaré, com a qual sempre disputaste os teus aniversários, dediquei-me apenas e só a dar-te tempo.
Foi sem dúvida a melhor parte dum belo dia em que consegui fazer 2 coisas que me dão muito gozo fazer: visitar-te e correr!
Falámos, chorámos e até ouvimos música, a 'nossa' música. Foi um bocadinho bem importante e que me soube muito bem ter contigo.
Hoje não te tiro da cabeça! Aliás, não me lembro doutro aniversário em que tal me tenha acontecido. Consegues perceber porquê?
É o teu aniversário!!
Parabéns!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Dia de Visita às Mães

Ontem foi dia de visita às Mães.
O planeamento cuidado + alguma sorte = em dia de sucesso!!
Levantei-me às 05:00!!
Foi cedo mas tinha de ser porque planeei, como já aconteceu no ano passado, fazer um treino longo de preparação para a Maratona de Lisboa e precisava por isso de mais tempo.
A Nazaré registou este domingo a sua 37ª Edição. Não sei quantas fiz e isso pouco importa. O que importa é poder aqui vir. O que importa é anualmente estar no frenesim que me acompanhou nos últimos 15 dias. O que importa é chegar a Valado e saber que estamos de volta, onde tudo começou há 25 anos. Nesse ano, em 1985, acompanhado pela minha Mãe (…), vim estrear-me nas corridas a pé e fi-lo por acaso, na Nazaré. Nunca mais a Nazaré foi a mesma para mim.
Cheguei ainda antes das 08:00. Após uma noite de trovoada, estava uma manhã bonita. Deu tempo para ir à Marginal ver o mar. Não vi a onda de 30 mts. O mar estava ‘flat’. Devem ter desligado o ‘Canhão’ …
Foi ao habitual café + bolo à Arcádia. É uma pastelaria pequenina, perto do local de levantamento de documentação e que tem fabrico próprio. Estão vocês a ver não estão? Foi um café escaldado e um pão de deus ainda morno. Aquilo caros, desfez-se na boca. Uma excelente maneira de começar o dia.
Um bocadinho à espera das 08:30, para que abrissem o Secretariado e recebo o dorsal. Este ano calhou-me o 261.
Passo acelerado para o carro e equipagem.
Eram quase 09:00 e estava prestes a iniciar o ‘aquecimento’. Planeei fazer 14K mas como arranquei mais cedo e não queria estar depois muito tempo parado, entre o ‘aquecimento’ e a Meia Maratona, decidi na altura fazer os 15K. A T-Shirt para a Meia ficou pronta, já com o dorsal e arranquei.
O planeamento era andar num ritmo de ‘longo’, o que para mim significa andar com os bpm abaixo dos 130 o que significa um ritmo a rondar os 06’:20” / 06’:30”/km.
Como este ano o traçado da Meia foi alterado, isso veio ajudar porque pude fazer o meu treino em caminhos rurais sempre junto ao Alcoa. Andei muito bem por isso, praticamente sem carros o que ajudou ao sucesso do treino. Consegui andar sempre no ritmo planeado e cheguei ao carro 15Kms depois, por volta das 10:40.
Faltavam 20’ para a Meia. Vesti roupa seca, hidratei, meti gel e uns figos secos.
Faltavam 10’ para a partida e desci calmamente a rua perpendicular à meta, a comer figos secos.
A recta da meta não apresentava a moldura impressionante doutros anos, mas é sempre uma visão extraordinária, com o público a apoiar quem se prepara para partir, tendo como pano de fundo o incontornável e belíssimo mar. A única coisa que eu alterava ali era mesmo o volume do som, que é talvez a única coisa que destoa ali.
Comecei a fazer um pequeno trote nos minutos que antecederam a partida, uma vez mais estava prestes a iniciar a Meia Maratona da Nazaré e por isso estava feliz.
A Rosa Mota foi a Madrinha, uma vez mais e uma vez mais a pistola sinalizadora falhou, pelo que a partida foi dada por um apito, que foi no entanto suficiente para colocar em movimento aquela massa de cerca de 1 250 atletas.
Para a Nazaré cansei-me de planear ritmos e cadências que invariavelmente a excitação de ir ali me impede de cumprir. Assim a única coisa que planeei foi fazer menos de 02:00hrs e fazer umas alterações de ritmo aos Kms 5º (04’26”), 10º (04’11”), 15º (04’10”), 19º (04’29”) e 20º (04’15”). E cumpri.
Partida muito calma, passo pelo totalista Aarons de Carvalho, volta à Nazaré, passagem na Marginal, sempre animada e vamos em direcção a Famalicão. A manhã continuava bonita e ao 5º Km o 1º esticão, na casa dos 04’:30”. Retomei o andamento calmo e estava tudo bem. Passo pelo Fernando Andrade, a correr sempre com um sorriso. A semana passada fez a Maratona do Porto e passados 7 dias ali ia. Que inveja a alegria que alguns espelham na sua corrida…
Perto do retorno começa a chover. Primeiro pouco e depois abate-se a chuvada, que não iria parar tão cedo. O José Magro andava por ali. Perto dos 16Kms apanho o Luís Parro e faço-lhe companhia durante uns Kms, até ao 19º, onde inicio novo esticão, agora até à meta, que alcancei com 01:58’. Fiz uma média de 05:33. Talvez acima do que seria desejável, mas se isto de vez em quando não seguir o coração então perde a graça …
No final era o grande dilúvio. A água cobria-me os sapatos. Retirei o chip e encaminhei-me para o carro numa corridinha de descontracção. Resguardado numa entrada de garagem, fiz os habituais alongamentos e terminou a 1ª parte da visita.
Faltava a 2ª parte, a visita à minha Mãe. Mãe só há uma, claro.
Sim porque a Nazaré é a Outra Mãe!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
UMA2011 - A aventura terminou
Manhã feia para os lados de Setúbal recebeu-me no passado domingo, dia 17 de Julho. Pela frente tinha a tarefa de me ‘vingar’ do desaire do ano passado, ano de estreia e conseguir concluir a Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia.
Objectivo único: terminar!
Alvorada às 04:15, saída às 05:00 e chegada a Setúbal às 05:45. Tudo rotina até aqui. O encontro com malta conhecida no barco e logo arranjei a compª do Victor Silva para a viagem até à outra margem. Lá, tínhamos as camionetas à espera e por volta das 08:00 chegámos a Melides. Caía uma chuvinha muito fininha, a temperatura era amena e o vento quase não se fazia sentir. As condições à partida eram por isso muito favoráveis.
Desta vez a mochila ficou em casa. Levei um bidon de cintura, com 600ml de isotónico e enfiado no cinto + 500ml de água. Numa bolsa levei energéticos (barras & gel), passas e amendoins salgados. Foi tudo o que carreguei.
Fora alimentação acompanharam-me nesta jornada o meu fiel ‘SILVER’, componente muito importante para o sucesso e o ‘clip’, o meu MP3 com músicas para todos os gostos.
Fila para o café, fila para os dorsais, fila para entregar o saco. Antes disso, fila para o bilhete, fila para o barco e fila para a camioneta. Muita fila tive que passar ontem. Até para começar a correr tive que esperar numa!!
Bem, mas às 09:00, mais coisa menos coisa, lá foi dado o tiro de partida e lancei-me nesta aventura, que não me saiu da cabeça no último ano.
Confiante nas notícias, que davam como certa a maré + favorável este ano, dirigi-me logo para a zona baixa, mais perto de água, mas aqueles Kms iniciais, mesmo com as tais facilidades, nunca são fáceis e mantive-me a correr, num corredor a cerca de 5mts da água, nestes 1ºs Kms.
10º Km em 01:10. Muito bom. Dadas as condições muito bom.
Aí apanho o Victor Silva. Fico admirado mas contente por poder ter companhia durante o tempo que eu conseguisse … Afinal não é fácil correr ao lado de tão apurado atleta, com um palmarés de relevo donde sobressai naturalmente o UTSF!
O piso era nesta altura muito bom e o ritmo subiu. Passei a andar em cadências perto dos 6’/Km. Aqui talvez o único e maior erro táctico na m/prova. Quis acompanhar o Victor e andei cerca de 10Kms a uma média de 6’/Km, o que para o meu nível é impensável. Aos 20Kms tinha assim 02:10hrs de prova. O Victor parou, para comer e eu segui. Aí voltei a descer, para ritmos mais condicentes com os meus objectivos e voltei para ritmos a rondar os 06:30/Km. Nesta altura começa igualmente o vento a ser mais forte.
Chego à Comporta (de má memória), onde o ano passado desisti.

Autor da Foto: JOAQUIM ADELINO (obrigado)
Aqui o vento, a areia mole e a inclinação do piso são as principais dificuldades. Cheguei aqui não tendo parado uma única vez e vou animado, embora já algo desgastado por aquela asneira entre os Kms 10 e 20. Faço a distribuição do abastecimento e sigo viagem. O vento é cada vez mais forte. Dói-me a articulação da anca devido à inclinação do piso. Dói-me o pé esquerdo que tem areia mas que tento ignorar (…). O vento é cada vez mais forte, levanta areia que pica as pernas como alfinetes e eu continuo, aqui e além a passar pessoal que já deu as últimas.
A partir do Km 33 começo a pagar a 'factura' do que fiz antes e adopto a táctica (de sobrevivência) de correr 2Kms e andar 1Km. Mas agora, a cerca de 10Kms da meta, já nada me faria desistir. Poderia ir a passo até ao fim agora. Ao contrário do que aconteceu em 2010, quando recomeço os trajectos a correr sinto ainda alguma força nas pernas, fruto de uma preparação que foi mais cuidada. Estou muito cansado mas ainda com alguma capacidade. Rodo nesta altura perto dos 7’/Km e ando energicamente a cerca de 8:30/Km e assim consigo chegar ao Km 42. Recomeço a correr, para um final apoteótico. Baixar as 5horas passa a ser possível. O Francisco Monte aparece por ali e ajuda-me nos últimos 200mts. Corto a meta dedicando aqueles momentos à m/Mãe, claro, que tanta força me deu, mesmo ontem, algures na península de Tróia.
No ‘Silver’ o tempo marcado é 04:58:56. No cronómetro oficial marca 05:00:10. Passo a meta muito emocionado e completamente estourado. Consegui vencer a UMA, em condições bastante difíceis. O vento foi o principal obstáculo. Mas a UMA é daquelas provas que será sempre uma incógnita em termos de condições e resultados para quem quer que alinhe à partida. É isso que lhe dá aquela áurea de ‘aventura’.
Sento-me à sombra apenas o tempo de enfiar uma garrafa de água. Levanto-me, como 2 pedaços de melancia e vou para a praia, fazer 10’ de crioterapia. Arranco para o barco e aqueles 2Kms até ao porto são um suplício. Tenho um novo andar e vou positivamente a arrastar-me até lá. Entro no barco e lembro-me do ano passado quando aqui cheguei e o estado de espírito era bem diferente.
Este ano vou para casa com uma enorme ‘empeno’ mas vou com a sensação que desta vez mereço vestir a camisola de ‘finisher’ da UMA.
Agora, com cerca de 24 horas após terminar a UMA2011 os reflexos do esforço resumem-se a um escaldão na parte de trás do pescoço, onde me esqueci de aplicar protector, pé (esqº) dorido e com 3 bolhas, o esqueleto da anca a doer e as pernas, claro, muito doridas.
Não sei se a voltarei a fazer. Afinal é uma prova complicada de se fazer, não só pelas suas condições próprias, mas também por tudo o que se tem de fazer até alinhar à partida. Agora há que pensar no próximo desafio, esse bem mais complicado que a UMA, mas disso falarei mais tarde!!
Kms 1º ao 10º andei entre 06:22 no 10º e 07:26 no 1º
Kms 11º ao 20º andei entre 05:56 no 13º e 06:22 no 11º
Kms 21º ao 30º andei entre 06:08 no 22º e 07:58 no 29º (*)
Kms 31º ao 40º andei entre 06:25 no 40º e 10:05 no 33º (**)
Kms 41º ao 43º andei entre 06:05 no 43º e 08:34 no 42º
Estatística 'Silver':
-Tempo total: 04:58:54
-Média por Km: 06:52
-Média BPM: 149
-Calorias: 3842
(*) Coincide com o abastecimento aos 28,5Kms
(**) Coincide com o início de marcha de 2 em 2 Kms. A partir do 33º, fiz marcha nos Kms 36º (08:56), 39º (08:28) e 42º (08:34)
Objectivo único: terminar!
Alvorada às 04:15, saída às 05:00 e chegada a Setúbal às 05:45. Tudo rotina até aqui. O encontro com malta conhecida no barco e logo arranjei a compª do Victor Silva para a viagem até à outra margem. Lá, tínhamos as camionetas à espera e por volta das 08:00 chegámos a Melides. Caía uma chuvinha muito fininha, a temperatura era amena e o vento quase não se fazia sentir. As condições à partida eram por isso muito favoráveis.
Desta vez a mochila ficou em casa. Levei um bidon de cintura, com 600ml de isotónico e enfiado no cinto + 500ml de água. Numa bolsa levei energéticos (barras & gel), passas e amendoins salgados. Foi tudo o que carreguei.
Fora alimentação acompanharam-me nesta jornada o meu fiel ‘SILVER’, componente muito importante para o sucesso e o ‘clip’, o meu MP3 com músicas para todos os gostos.
Fila para o café, fila para os dorsais, fila para entregar o saco. Antes disso, fila para o bilhete, fila para o barco e fila para a camioneta. Muita fila tive que passar ontem. Até para começar a correr tive que esperar numa!!
Bem, mas às 09:00, mais coisa menos coisa, lá foi dado o tiro de partida e lancei-me nesta aventura, que não me saiu da cabeça no último ano.
Confiante nas notícias, que davam como certa a maré + favorável este ano, dirigi-me logo para a zona baixa, mais perto de água, mas aqueles Kms iniciais, mesmo com as tais facilidades, nunca são fáceis e mantive-me a correr, num corredor a cerca de 5mts da água, nestes 1ºs Kms.
10º Km em 01:10. Muito bom. Dadas as condições muito bom.
Aí apanho o Victor Silva. Fico admirado mas contente por poder ter companhia durante o tempo que eu conseguisse … Afinal não é fácil correr ao lado de tão apurado atleta, com um palmarés de relevo donde sobressai naturalmente o UTSF!
O piso era nesta altura muito bom e o ritmo subiu. Passei a andar em cadências perto dos 6’/Km. Aqui talvez o único e maior erro táctico na m/prova. Quis acompanhar o Victor e andei cerca de 10Kms a uma média de 6’/Km, o que para o meu nível é impensável. Aos 20Kms tinha assim 02:10hrs de prova. O Victor parou, para comer e eu segui. Aí voltei a descer, para ritmos mais condicentes com os meus objectivos e voltei para ritmos a rondar os 06:30/Km. Nesta altura começa igualmente o vento a ser mais forte.
Chego à Comporta (de má memória), onde o ano passado desisti.

Autor da Foto: JOAQUIM ADELINO (obrigado)
Aqui o vento, a areia mole e a inclinação do piso são as principais dificuldades. Cheguei aqui não tendo parado uma única vez e vou animado, embora já algo desgastado por aquela asneira entre os Kms 10 e 20. Faço a distribuição do abastecimento e sigo viagem. O vento é cada vez mais forte. Dói-me a articulação da anca devido à inclinação do piso. Dói-me o pé esquerdo que tem areia mas que tento ignorar (…). O vento é cada vez mais forte, levanta areia que pica as pernas como alfinetes e eu continuo, aqui e além a passar pessoal que já deu as últimas.
A partir do Km 33 começo a pagar a 'factura' do que fiz antes e adopto a táctica (de sobrevivência) de correr 2Kms e andar 1Km. Mas agora, a cerca de 10Kms da meta, já nada me faria desistir. Poderia ir a passo até ao fim agora. Ao contrário do que aconteceu em 2010, quando recomeço os trajectos a correr sinto ainda alguma força nas pernas, fruto de uma preparação que foi mais cuidada. Estou muito cansado mas ainda com alguma capacidade. Rodo nesta altura perto dos 7’/Km e ando energicamente a cerca de 8:30/Km e assim consigo chegar ao Km 42. Recomeço a correr, para um final apoteótico. Baixar as 5horas passa a ser possível. O Francisco Monte aparece por ali e ajuda-me nos últimos 200mts. Corto a meta dedicando aqueles momentos à m/Mãe, claro, que tanta força me deu, mesmo ontem, algures na península de Tróia.
No ‘Silver’ o tempo marcado é 04:58:56. No cronómetro oficial marca 05:00:10. Passo a meta muito emocionado e completamente estourado. Consegui vencer a UMA, em condições bastante difíceis. O vento foi o principal obstáculo. Mas a UMA é daquelas provas que será sempre uma incógnita em termos de condições e resultados para quem quer que alinhe à partida. É isso que lhe dá aquela áurea de ‘aventura’.
Sento-me à sombra apenas o tempo de enfiar uma garrafa de água. Levanto-me, como 2 pedaços de melancia e vou para a praia, fazer 10’ de crioterapia. Arranco para o barco e aqueles 2Kms até ao porto são um suplício. Tenho um novo andar e vou positivamente a arrastar-me até lá. Entro no barco e lembro-me do ano passado quando aqui cheguei e o estado de espírito era bem diferente.
Este ano vou para casa com uma enorme ‘empeno’ mas vou com a sensação que desta vez mereço vestir a camisola de ‘finisher’ da UMA.
Agora, com cerca de 24 horas após terminar a UMA2011 os reflexos do esforço resumem-se a um escaldão na parte de trás do pescoço, onde me esqueci de aplicar protector, pé (esqº) dorido e com 3 bolhas, o esqueleto da anca a doer e as pernas, claro, muito doridas.
Não sei se a voltarei a fazer. Afinal é uma prova complicada de se fazer, não só pelas suas condições próprias, mas também por tudo o que se tem de fazer até alinhar à partida. Agora há que pensar no próximo desafio, esse bem mais complicado que a UMA, mas disso falarei mais tarde!!
Kms 1º ao 10º andei entre 06:22 no 10º e 07:26 no 1º
Kms 11º ao 20º andei entre 05:56 no 13º e 06:22 no 11º
Kms 21º ao 30º andei entre 06:08 no 22º e 07:58 no 29º (*)
Kms 31º ao 40º andei entre 06:25 no 40º e 10:05 no 33º (**)
Kms 41º ao 43º andei entre 06:05 no 43º e 08:34 no 42º
Estatística 'Silver':
-Tempo total: 04:58:54
-Média por Km: 06:52
-Média BPM: 149
-Calorias: 3842
(*) Coincide com o abastecimento aos 28,5Kms
(**) Coincide com o início de marcha de 2 em 2 Kms. A partir do 33º, fiz marcha nos Kms 36º (08:56), 39º (08:28) e 42º (08:34)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Operação UMA2011: +1 Longo na Caparica
Alvorada às 05:45 para partir da Praia Nova às 07:15, para os 30Kms certinhos até à Lagoa e volta.
Estava um ‘tapete’ ao nível ou melhor que no 10º Lunar de boa memória!
Piso e temperatura ideais para correr, apenas com o vento a soprar forte e contra no regresso.
Na compª do MP3 e num cenário magnífico, lá fui eu calmamente com vento pelas costas, em direcção à Lagoa.
Hoje o céu carregado de nuvens afastou o maralhal e quase não há veraneantes. Nada que se pareça sequer com o cenário horrível do último domingo, em que no regresso eu e o Nuno Alexandre tivemos que fazer slalom logo a partir da Fonte da Telha!
Cruzei-me com alguns raiders, nitidamente ao mesmo que eu: a procurar 'favores' das musas de Melides!!
Este ano está decidido: vou cortar no peso. Fora a mochila!
Levei 1lt de água (2x500ml), 1 barra e um gel energéticos. Resultou positiva a experiência!
Só tenho agora de encontrar um cinto com um bidon que ronde os 600ml de capacidade e levar mais 500ml na mão, ou enfiado no cinto. Complemento com uma bolsa para transporte de energéticos.
Fui com areia rija até aos 13K. Só mais junto à Lagoa aquilo amoleceu um pouco, mas mesmo assim perfeitamente transitável sem dificuldades de maior! No regresso, a temperatura continuava óptima e era agora o vento que dava sinais.
Fiz 1Km a andar enquanto enfiei uma barra energética.
O objectivo era fazer cerca de 3hrs a um ritmo cómodo, se é que se pode empregar este termo num treino de 30Kms ...
Senti-me sempre bem a nível muscular, com bastante disponibilidade, mesmo no final e após alguma luta com o vento no regresso.
Perto do final cruzei-me com o Parro, em contenção devido a susto no dia anterior.
"Não há-de ser nada Companheiro e lá nos encontraremos no próximo dia 17!"
No final uns alongamentos cuidados e reforçados atrás dum restaurante ao abrigo do vento.
Gostei!!
Acabaram-se os longos na Operação UMA2011.
Estava um ‘tapete’ ao nível ou melhor que no 10º Lunar de boa memória!
Piso e temperatura ideais para correr, apenas com o vento a soprar forte e contra no regresso.
Na compª do MP3 e num cenário magnífico, lá fui eu calmamente com vento pelas costas, em direcção à Lagoa.
Hoje o céu carregado de nuvens afastou o maralhal e quase não há veraneantes. Nada que se pareça sequer com o cenário horrível do último domingo, em que no regresso eu e o Nuno Alexandre tivemos que fazer slalom logo a partir da Fonte da Telha!
Cruzei-me com alguns raiders, nitidamente ao mesmo que eu: a procurar 'favores' das musas de Melides!!
Este ano está decidido: vou cortar no peso. Fora a mochila!
Levei 1lt de água (2x500ml), 1 barra e um gel energéticos. Resultou positiva a experiência!
Só tenho agora de encontrar um cinto com um bidon que ronde os 600ml de capacidade e levar mais 500ml na mão, ou enfiado no cinto. Complemento com uma bolsa para transporte de energéticos.
Fui com areia rija até aos 13K. Só mais junto à Lagoa aquilo amoleceu um pouco, mas mesmo assim perfeitamente transitável sem dificuldades de maior! No regresso, a temperatura continuava óptima e era agora o vento que dava sinais.
Fiz 1Km a andar enquanto enfiei uma barra energética.
O objectivo era fazer cerca de 3hrs a um ritmo cómodo, se é que se pode empregar este termo num treino de 30Kms ...
Senti-me sempre bem a nível muscular, com bastante disponibilidade, mesmo no final e após alguma luta com o vento no regresso.
Perto do final cruzei-me com o Parro, em contenção devido a susto no dia anterior.
"Não há-de ser nada Companheiro e lá nos encontraremos no próximo dia 17!"
No final uns alongamentos cuidados e reforçados atrás dum restaurante ao abrigo do vento.
Gostei!!
Acabaram-se os longos na Operação UMA2011.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Junho - Estágio na Areia
1º dia – 6 de Junho, segunda-feira
Meti Assistência à Família para justificar a balda ao 1º dia de estágio.
Na AtR (A Team Running) não se brinca e uma falta agora, que o estágio está a iniciar não ia cair nada bem junto do mister.
Só saí de casa às 17h, em direcção ao Centro de Estágio. Cheguei às 20h, já depois de uma paragem no caminho. Hoje não dava mm para treinar.
2º dia – 7 de Junho, terça-feira
Para mim o 1º dia do estágio. Alvorada às 07:30, arranque às 08:15. Para hoje o ‘prato’ foram 9K, para 50’, pelas falésias de Porto de Mós. O mister diz que é apenas para “ambientar”. O tempo está tapado e fresco. O vento aqui faz-se geralmente notar e hoje não foi excepção.
Dia = 9K
Acumulado = 9K
3º dia – 8 de Junho, quarta-feira
Hoje já a coisa foi mais a sério. Alvorada às 06:45 e saída às 07:15. 1º contacto com as areias da Meia Praia. A maré estava quase cheia e por isso a ‘coisa’ hoje já foi + forte. 17k com 10k feitos em areia. Sendo o ‘1’ o ‘tapete’ que apanhei no dia 1 de Junho na Caparica, no 10º Lunar e o ‘5’ o que irei apanhar em Melides, à partida da UMA, no próximo dia 17 de Julho. Hoje foi qualquer coisa entre o 2/3. A areia desta zona, mesmo em maré cheia, nunca é tão mole como a de Melides.
Dia = 17K
Acumulado = 26K
4º dia – 9 de Junho, quinta-feira
Sessão fraca. Cerca de 9k nas falésias. Hoje levei a Tara, extremamente necessitada de exercício sob risco de ficar como o do Pedro Marques - anafado!!
Ela está realmente em baixo de forma e no regresso já vim literalmente a puxar por ela.
Dia = 9K
Acumulado = 35K
5º dia – 10 de Junho, sexta-feira
Sessão forte. Hoje o ‘mister’ receitou algo ainda + parecido com o que irei encontrar na próxima manhã de 17 de Julho, lá para as bandas de Melides. O percurso foi o mesmo, cerca de 3,5K de estrada até à Meia Praia, mas uma vez ali, o trajecto foi + afastado da água, bem lá por cima, junto aos toldos. Hoje a areia, na escala que criei no início deste estágio, fica classificada de ‘3/4’. A areia da Meia Praia é mais fina e logo mais densa que a de Melides, que é mais grossa. Aqui nunca será possível ter a areia mole como a da Península. De qq forma foram 10k bem durinhos, com o suor a encharcar por completo.
Dia = 17K
Acumulado = 52K
6º dia – 11 de Junho, sábado
Mais um dia de falésias. Mais uma sessão ainda acompanhado pela Tara. Ela faz de ‘pace-maker’ e no regresso hoje, obrigou a andar cerca de 5’ tal era a dificuldade com que se deslocava.
O Alex Jr. tem sido um belo despertador. Desde que se iniciou o ‘estágio’ ainda não cheguei a ouvir o despertador, activado para tocar às 07:30. Sempre a rondar as 7, ele ali está, a expulsar-me da cama e a substituir-me junto da Mãe!
Dia = 9K
Acumulado = 61K
7º dia – 12 de Junho, domingo
Mais uma sessão durinha, de casa até à Meia Praia e volta. Lá, onde tudo se definirá daqui a umas semanas, a areia foi o cenário principal. Como me sinto cansado, fiz o treino hoje em areia dura, tipo ‘1/2’, muito próximo do que fiz no 10º Lunar do passado 1 de Junho.
Hoje chegou família, que irá passar o resto da semana connosco. Tal acontecimento irá exigir algum cuidado para não prejudicar o estágio.
Dia = 18K
Acumulado = 79K
8º dia – 13 de Junho, segunda
Falésias com a Tara. Hoje a cadela teve grandes dificuldades em acompanhar-me. Ou está a ser ‘calona’ ou está aleijada. De qualquer forma não posso estar a perder treinos como praticamente perdi hoje em que pouco corri no regresso. Vou substituí-la pelo SPOT, que é mais atlético ...
Dia = 7K
Acumulado = 86K
9º dia – 14 de Junho, terça
‘Comprido’, mas todo em areia mole (4). Arranquei de casa uma vez mais bem cedinho e fiz a Meia Praia sempre por cima. O treino foi muito bom, mas é realmente difícil andar com areia assim. O ritmo anda sempre perto dos 8’/Km e os bpm a rondar os 150.
Dia = 18K
Acumulado = 104K
10º dia – 15 de Junho, quarta
Mais um dia de falésias com o SPOT. Sinto-me cansado.
Dia = 9K
Acumulado = 113K
11º dia – 16 de Junho, quinta
Hoje levei o carro e fiz a Meia Praia em areia rija (1). Tenho sentido algum cansaço e decidi ‘descansar’ hoje e ao mesmo tempo desfrutar um pouco do meio envolvente extremamente apetitoso quando se consegue apreciar. A praia às horas a que tenho corrido aqui este ano, tem uma beleza ainda mais especial.
Dia = 10K
Acumulado = 123K
12º dia – 17 de Junho, sexta
Alvorada às 06:45 (...) para mais uma sessão nas falésias na companhia sempre voluntariosa do SPOT. Quase no final da sessão, a cerca da 500mts do final, faço os alongamentos que às vezes, nestas férias, tenho descurado por causa da eterna falta de tempo. É um estágio nas areias para mim, mas para o resto do ‘A’ Team são a 1ª parte das férias e há horas que têm de ser respeitadas, principalmente na exposição solar do Alex Jr., que vai ganhando um bronzeado à polícia!!
Dia = 9K
Acumulado = 132K
13º dia – 20 de Junho, segunda
Tive dois dias de ‘balda’. A ‘A Team’ está de novo e em exclusividade no Centro de Estágio e aconselhava-se um intervalo para dedicar ao lazer e claro, à Família.
É sabido como os dias de visita das famílias aos Centros de Estágio, deixam as suas marcas nos atletas (…). Tais marcas revelaram hoje um cansaço acrescido, atendendo a que decorreram 2 dias de intervalo.
Hoje fiz 14K só em areia. Aqueci nos 1ºs 3K, fiz depois + 10K em areia escala ‘5’, bem lá em cima e no final, já muito cansado, desci, para terminar com 1K de areia rija, escala ‘1’.
Dia = 14K
Acumulado = 145K
Lição 1: é importante fazer a progressão sem olhar o horizonte. Se mantiver o olhar baixo, num raio de 1mt à minha frente, não me apercebo o quanto o ritmo é baixo para irreflectidamente tentar aumentá-lo.
14º dia – 21 de Junho, terça
Mais uma sessão nas falésias, com o SPOT, hoje debaixo de algum calor que começa a aumentar. O bicho, claro, sentiu logo e o ritmo ressentiu-se um pouco. Este eu sei que não faz ronha e se ele vinha a arfar eu só tinha mesmo é de baixar e foi o que fiz. No final uns alongamentos e o regresso ao centro de estágio.
Dia = 9K
Acumulado = 154K
15º dia – 22 de Junho, quarta
Dia de treino forte. O ‘mister’ avisou à partida, hoje vai ser o treino ‘rei’ deste estágio, que se aproxima do seu final. E o mister não iludiu. Foram 10k em areia escala ‘5’, completamente solta. Muito difícil. No regresso, fiz a experiência e vim descalço e as dificuldades aumentaram. Descalço tenho menos sustento proporcionado pelos GT2150 e os pés enterram-se ainda mais na areia. A progressão é muito lenta e são ainda 08:30 da manhã!!
Dia = 10K
Acumulado = 164K
Lição 2: já vem de 2010, mas nunca é demais relembrar a importância dos ‘passinhos de bébé’ quando se trata de evoluir em areia solta. Não é nada aconselhável querer manter a normal amplitude de passada.
16º dia – 24 de Junho, sexta
Ontem foi feriado e foi + 1 dia de gazeta.
Hoje, apesar das arrumações se terem iniciado tendo em vista o abandono do centro de estágio depois de almoço, consegui ir fazer a despedida à Meia Praia. Fiz 30’ calminhos apenas para dizer um adeus e até Setembro.
Dia = 5K
Acumulado = 169K
O estágio está concluído.
A conclusão principal é que estou melhor que o ano passado.
Mantenho-me a correr, de forma continuada, desde Setembro do ano passado e isso deu-me muito mais endurance do que o que tinha à partida para a UMA de 2010.
Aumentei, desde o início de 2011, o número de sessões semanais e estou a fazer, normalmente, 5 sessões de corrida + 1 sessão de piscina por semana.
Os Kms aumentaram e com eles vem uma maior capacidade cardio-muscular.
No ano passado aqui, em Lagos, não fiz nenhum treino integralmente em areia mole. Este ano fiz vários.
Comecei este ‘estágio’ com um Lunar que me levou a ir pela 1ª vez à Lagoa. Bem mais importante que o estado do piso em que fiz aquele treino, que não tem qualquer comparação com o que irei encontrar em Melides, é a forma como o corpo respondeu aqueles 30K, feitos a um ritmo muito bom. São bons sinais.
Aqui, tive a Meia Praia à disposição e tirei q.b. de usufruto, atendendo a que não estava ali para estar sózinho!!
Nas restantes semanas que faltam, até à UMA 2011, espero conseguir manter algum ritmo de treinos, alguma especificidade e mais um ou dois treinos longos, se possível em areia.
Meti Assistência à Família para justificar a balda ao 1º dia de estágio.
Na AtR (A Team Running) não se brinca e uma falta agora, que o estágio está a iniciar não ia cair nada bem junto do mister.
Só saí de casa às 17h, em direcção ao Centro de Estágio. Cheguei às 20h, já depois de uma paragem no caminho. Hoje não dava mm para treinar.
2º dia – 7 de Junho, terça-feira
Para mim o 1º dia do estágio. Alvorada às 07:30, arranque às 08:15. Para hoje o ‘prato’ foram 9K, para 50’, pelas falésias de Porto de Mós. O mister diz que é apenas para “ambientar”. O tempo está tapado e fresco. O vento aqui faz-se geralmente notar e hoje não foi excepção.
Dia = 9K
Acumulado = 9K
3º dia – 8 de Junho, quarta-feira
Hoje já a coisa foi mais a sério. Alvorada às 06:45 e saída às 07:15. 1º contacto com as areias da Meia Praia. A maré estava quase cheia e por isso a ‘coisa’ hoje já foi + forte. 17k com 10k feitos em areia. Sendo o ‘1’ o ‘tapete’ que apanhei no dia 1 de Junho na Caparica, no 10º Lunar e o ‘5’ o que irei apanhar em Melides, à partida da UMA, no próximo dia 17 de Julho. Hoje foi qualquer coisa entre o 2/3. A areia desta zona, mesmo em maré cheia, nunca é tão mole como a de Melides.
Dia = 17K
Acumulado = 26K
4º dia – 9 de Junho, quinta-feira
Sessão fraca. Cerca de 9k nas falésias. Hoje levei a Tara, extremamente necessitada de exercício sob risco de ficar como o do Pedro Marques - anafado!!
Ela está realmente em baixo de forma e no regresso já vim literalmente a puxar por ela.
Dia = 9K
Acumulado = 35K
5º dia – 10 de Junho, sexta-feira
Sessão forte. Hoje o ‘mister’ receitou algo ainda + parecido com o que irei encontrar na próxima manhã de 17 de Julho, lá para as bandas de Melides. O percurso foi o mesmo, cerca de 3,5K de estrada até à Meia Praia, mas uma vez ali, o trajecto foi + afastado da água, bem lá por cima, junto aos toldos. Hoje a areia, na escala que criei no início deste estágio, fica classificada de ‘3/4’. A areia da Meia Praia é mais fina e logo mais densa que a de Melides, que é mais grossa. Aqui nunca será possível ter a areia mole como a da Península. De qq forma foram 10k bem durinhos, com o suor a encharcar por completo.
Dia = 17K
Acumulado = 52K
6º dia – 11 de Junho, sábado
Mais um dia de falésias. Mais uma sessão ainda acompanhado pela Tara. Ela faz de ‘pace-maker’ e no regresso hoje, obrigou a andar cerca de 5’ tal era a dificuldade com que se deslocava.
O Alex Jr. tem sido um belo despertador. Desde que se iniciou o ‘estágio’ ainda não cheguei a ouvir o despertador, activado para tocar às 07:30. Sempre a rondar as 7, ele ali está, a expulsar-me da cama e a substituir-me junto da Mãe!
Dia = 9K
Acumulado = 61K
7º dia – 12 de Junho, domingo
Mais uma sessão durinha, de casa até à Meia Praia e volta. Lá, onde tudo se definirá daqui a umas semanas, a areia foi o cenário principal. Como me sinto cansado, fiz o treino hoje em areia dura, tipo ‘1/2’, muito próximo do que fiz no 10º Lunar do passado 1 de Junho.
Hoje chegou família, que irá passar o resto da semana connosco. Tal acontecimento irá exigir algum cuidado para não prejudicar o estágio.
Dia = 18K
Acumulado = 79K
8º dia – 13 de Junho, segunda
Falésias com a Tara. Hoje a cadela teve grandes dificuldades em acompanhar-me. Ou está a ser ‘calona’ ou está aleijada. De qualquer forma não posso estar a perder treinos como praticamente perdi hoje em que pouco corri no regresso. Vou substituí-la pelo SPOT, que é mais atlético ...
Dia = 7K
Acumulado = 86K
9º dia – 14 de Junho, terça
‘Comprido’, mas todo em areia mole (4). Arranquei de casa uma vez mais bem cedinho e fiz a Meia Praia sempre por cima. O treino foi muito bom, mas é realmente difícil andar com areia assim. O ritmo anda sempre perto dos 8’/Km e os bpm a rondar os 150.
Dia = 18K
Acumulado = 104K
10º dia – 15 de Junho, quarta
Mais um dia de falésias com o SPOT. Sinto-me cansado.
Dia = 9K
Acumulado = 113K
11º dia – 16 de Junho, quinta
Hoje levei o carro e fiz a Meia Praia em areia rija (1). Tenho sentido algum cansaço e decidi ‘descansar’ hoje e ao mesmo tempo desfrutar um pouco do meio envolvente extremamente apetitoso quando se consegue apreciar. A praia às horas a que tenho corrido aqui este ano, tem uma beleza ainda mais especial.
Dia = 10K
Acumulado = 123K
12º dia – 17 de Junho, sexta
Alvorada às 06:45 (...) para mais uma sessão nas falésias na companhia sempre voluntariosa do SPOT. Quase no final da sessão, a cerca da 500mts do final, faço os alongamentos que às vezes, nestas férias, tenho descurado por causa da eterna falta de tempo. É um estágio nas areias para mim, mas para o resto do ‘A’ Team são a 1ª parte das férias e há horas que têm de ser respeitadas, principalmente na exposição solar do Alex Jr., que vai ganhando um bronzeado à polícia!!
Dia = 9K
Acumulado = 132K
13º dia – 20 de Junho, segunda
Tive dois dias de ‘balda’. A ‘A Team’ está de novo e em exclusividade no Centro de Estágio e aconselhava-se um intervalo para dedicar ao lazer e claro, à Família.
É sabido como os dias de visita das famílias aos Centros de Estágio, deixam as suas marcas nos atletas (…). Tais marcas revelaram hoje um cansaço acrescido, atendendo a que decorreram 2 dias de intervalo.
Hoje fiz 14K só em areia. Aqueci nos 1ºs 3K, fiz depois + 10K em areia escala ‘5’, bem lá em cima e no final, já muito cansado, desci, para terminar com 1K de areia rija, escala ‘1’.
Dia = 14K
Acumulado = 145K
Lição 1: é importante fazer a progressão sem olhar o horizonte. Se mantiver o olhar baixo, num raio de 1mt à minha frente, não me apercebo o quanto o ritmo é baixo para irreflectidamente tentar aumentá-lo.
14º dia – 21 de Junho, terça
Mais uma sessão nas falésias, com o SPOT, hoje debaixo de algum calor que começa a aumentar. O bicho, claro, sentiu logo e o ritmo ressentiu-se um pouco. Este eu sei que não faz ronha e se ele vinha a arfar eu só tinha mesmo é de baixar e foi o que fiz. No final uns alongamentos e o regresso ao centro de estágio.
Dia = 9K
Acumulado = 154K
15º dia – 22 de Junho, quarta
Dia de treino forte. O ‘mister’ avisou à partida, hoje vai ser o treino ‘rei’ deste estágio, que se aproxima do seu final. E o mister não iludiu. Foram 10k em areia escala ‘5’, completamente solta. Muito difícil. No regresso, fiz a experiência e vim descalço e as dificuldades aumentaram. Descalço tenho menos sustento proporcionado pelos GT2150 e os pés enterram-se ainda mais na areia. A progressão é muito lenta e são ainda 08:30 da manhã!!
Dia = 10K
Acumulado = 164K
Lição 2: já vem de 2010, mas nunca é demais relembrar a importância dos ‘passinhos de bébé’ quando se trata de evoluir em areia solta. Não é nada aconselhável querer manter a normal amplitude de passada.
16º dia – 24 de Junho, sexta
Ontem foi feriado e foi + 1 dia de gazeta.
Hoje, apesar das arrumações se terem iniciado tendo em vista o abandono do centro de estágio depois de almoço, consegui ir fazer a despedida à Meia Praia. Fiz 30’ calminhos apenas para dizer um adeus e até Setembro.
Dia = 5K
Acumulado = 169K
O estágio está concluído.
A conclusão principal é que estou melhor que o ano passado.
Mantenho-me a correr, de forma continuada, desde Setembro do ano passado e isso deu-me muito mais endurance do que o que tinha à partida para a UMA de 2010.
Aumentei, desde o início de 2011, o número de sessões semanais e estou a fazer, normalmente, 5 sessões de corrida + 1 sessão de piscina por semana.
Os Kms aumentaram e com eles vem uma maior capacidade cardio-muscular.
No ano passado aqui, em Lagos, não fiz nenhum treino integralmente em areia mole. Este ano fiz vários.
Comecei este ‘estágio’ com um Lunar que me levou a ir pela 1ª vez à Lagoa. Bem mais importante que o estado do piso em que fiz aquele treino, que não tem qualquer comparação com o que irei encontrar em Melides, é a forma como o corpo respondeu aqueles 30K, feitos a um ritmo muito bom. São bons sinais.
Aqui, tive a Meia Praia à disposição e tirei q.b. de usufruto, atendendo a que não estava ali para estar sózinho!!
Nas restantes semanas que faltam, até à UMA 2011, espero conseguir manter algum ritmo de treinos, alguma especificidade e mais um ou dois treinos longos, se possível em areia.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Momentos
Ela está aqui hoje
comigo
por isso dedico-lhe
este momento
como muitos
que ela me dedicou
toda a vida!!
Adoro-te!!
"It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live
If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on
So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen"
comigo
por isso dedico-lhe
este momento
como muitos
que ela me dedicou
toda a vida!!
Adoro-te!!
"It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live
If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on
So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen"
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A 'A TEAM' na Meia dos Palácios
No dia 22 de Maio foi dia da Meia dos Palácios, que une o Palácio de Sintra ao de Queluz.
Pouca história resultaria daqui, não fora o facto de em boa hora se terem lembrado de incluir a componente Run & Bike, a que aderi desde logo como meio de juntar uma manhã de corrida com o convívio entre os 'meus'!!
Desde início que a questão principal seria a de saber como se iria aguentar o Alex Jr. amarrado a uma cadeira durante quase 2 horas.
Logo que me inscrevi tratei de comprar uma cadeira, confortável q.b. de modo a fazer uns 'treinos' com ele. Consegui fazer 3, de cerca de 1 hora e em que ele sempre se portou à altura. Só tinha que, de vez em quando ir adoçando a boca à 'pestinha', com bolachas, pão de leite e água.
E assim, após umas peripécias para fazer levantar aquela gente cedo ao domingo (...) cuja descrição vos vou poupar, apresentamo-nos à partida, perto das 09:30 no Largo do Palácio da Pena, num domingo que adivinhava calor.
A altimetria não era muito difícil, embora houvesse, principalmente na 1ª metade algumas subidas em que se levantava alguma incógnita quanto à capacidade de transposição, não pelo peso do 'pendura', mas mais pela reduzida forma da condutora!!
Andei para trás e para a frente, ora ajudando ora recuperando. Nas subidas ora passava ora ajudava e nas descidas ficava para trás e tinha depois de recuperar. Por isso a prova foi uma sucessão de ritmos bem diferentes e que me desgastaram bastante.
Mas o objectivo era o convívio!!
Por vezes esqueci tal objectivo!! No domingo anterior, na Costa da Caparica o objectivo era testar. Aí sim, era para dar o máximo. Ali, o objectivo era divertir-me um bocado com eles e às vezes dei comigo a levar aquilo a sério demais.
Quando o Alex Jr. atirou repetidamente o capacete para o chão!! Quando ele pediu repetidas vezes bolacha!! Quando ele pediu repetidas vezes água!! Quando ele informou, com muita calma: "Tá frio".
Ele obviamente é a prioridade e parámos diversas vezes por causa dele. Eu, ao lado dele, brinquei várias vezes com ele. Atirei-lhe água. Fiz-lhe cócegas. Mas a ideia era precisamente essa, a de passarmos uma manhã diferente e divertida, para todos!!
Por isso lá me concentrei e esforcei-me por esquecer o cronómetro e concentrar-me naquilo que realmente era importante!!
Ele acabou por aguentar cerca de 01:48, que foi o tempo que gastámos no trajecto. E parece ter gostado!!
Acompanhei-os o possível e no final considero que foi uma bela jornada. Consegui fazer uma corridinha, descontraída q.b., em óptima companhia.
É 'receita' a repetir, sem dúvida!!
Tenho de continuar a fazer um esforço em distinguir o acessório do essencial. Repetidas vezes falho nessa questão. Só sentimos falta das coisas quando não as temos.
No caso das pessoas acontece a mesma coisa!!
Foi uma oportunidade que tenho a sensação de apenas ter aproveitado parte, devido ao meu feitio. Espero ter nova oportunidade e de saber, nessa altura, usufruir ao máximo o momento.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
III Meia da Areia

Foi no passado dia 15 de Maio que pela 2ª vez participei nesta, que já faz parte do meu (renovado) calendário. Foi a III Edição da Meia Maratona da Areia.
O objectivo à partida era fazer 5'/Km.
Mas esqueci-me que a prova era a Meia da Areia, e por isso era feita em areia ...
Quando cheguei à Costa, bem cedinho como gosto, apercebi-me doutro factor condicionante da prova naquela manhã: o vento que se fazia sentir. Era daquele que fustigava com milhares de 'pontas de alfinetes', as pernas daqueles que se atreviam a pisar o longo areal.
Mas não sou de desistir cedo e para lá o vento sendo lateral, por vezes ainda dava uma pequena ajuda pelas costas e mantive um ritmo que permitia ter esperança no cumprimento daquele objectivo.
Até ao 9º Km os parciais ao Km rondaram sempre os 4':55", mas depois chegou a 3ª condicionante: a maré!! Aquela zona estava afinal como seria de esperar, ou seja, mole e sem consistência. Havia um corredor de cerca de 1 mt, onde a areia ainda tinha alguma consistência. Mas à força de ser pisada por tanta gente e por ser zona disputada pelos que vinham e pelos que iam, era de muito difícil acesso e aí vi que era demais.
A areia, o vento e a maré!
Afinal 3 componentes indissociáveis desta esplêndida prova e que eu quis esquecer quando defini os meus objectivos para a prova.
A média subiu. O 11º Km em 06:01". O 12º Km em 05:51", espelham bem as dificuldades que senti naquela zona. Depois veio o retorno, o vento contra e o desgaste que provoca correr em areia!!
Apesar de todos os condicionantes, o trabalho de casa estava feito. Era o teste que eu queria fazer. Independentemente de não conseguir chegar à média dos 5'/Km, consegui testar e de forma muito positiva o aumento de capacidade que os treinos dos últimos meses me deram. A partir do 17º Km, apesar da maré continuar a subir, consegui andar muito perto dos 5'/Km. Nos 18º e 19º Kms andei mesmo abaixo daquela média (04:55) e depois, nos últimos Kms, subi um pouco para os 05:07 e 05:08.
Fiquei muito contente com a m/prestação.
Mais importante que o tempo, é ter sentido que apesar de desgastado pelas condições difíceis da prova, especialmente este ano, consegui dar uma resposta muito positiva.
A receita parece-me ser a correcta e por isso será de manter.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dia da Mãe
Dia 01 de Maio foi Dia da Mãe.
Este ano calhou a um Domingo, dia de treino longo.
Escolhi Monsanto. Escolhi Benfica. Escolhi estar mais perto dela, da minha Mãe!
Benfica e Monsanto foram locais de eleição para as minhas corridas. Local onde dei as minhas primeiras corridas.
Nasci e morei ali pertinho, perto da Igreja de Benfica. Saía de casa, subia a Gomes Pereira, atravessava a linha de comboio na estação e estava em Monsanto. Sempre que podia era ali que fazia os meus treinos.
No domingo senti-me muito bem lá. Andei 'perdido' e a sujar os sapatos em Monsanto. Foram quase 2 horas de abstração e puro prazer de correr e claro ... a pensar nela, na minha Mãe.
Sim, porque domingo foi dia da minha Mãe.
À tarde fui vê-la. Dei-lhe Margaridas. Ela gosta de Margaridas!
Este ano calhou a um Domingo, dia de treino longo.
Escolhi Monsanto. Escolhi Benfica. Escolhi estar mais perto dela, da minha Mãe!
Benfica e Monsanto foram locais de eleição para as minhas corridas. Local onde dei as minhas primeiras corridas.
Nasci e morei ali pertinho, perto da Igreja de Benfica. Saía de casa, subia a Gomes Pereira, atravessava a linha de comboio na estação e estava em Monsanto. Sempre que podia era ali que fazia os meus treinos.
No domingo senti-me muito bem lá. Andei 'perdido' e a sujar os sapatos em Monsanto. Foram quase 2 horas de abstração e puro prazer de correr e claro ... a pensar nela, na minha Mãe.
Sim, porque domingo foi dia da minha Mãe.
À tarde fui vê-la. Dei-lhe Margaridas. Ela gosta de Margaridas!
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